Metatonia - Madredeus (Farol, 2008)
- Como define o estilo dos Madredeus neste álbum?
É uma banda muito maior agora e a nossa ideia é definir como uma orquestra latina em português. É uma música que está ligada um pouco mais à dança do que anteriormente, e influenciada pela música europeia e africana. Os ritmos africanos há muito tempo que influenciam a música europeia. É nessa linha que nos enquadramos, música europeia influenciada pela música africana.
- Pensaram alguma vez mudar o nome do grupo, por ter havido tantas alterações?
Sim e de certa forma mudámos. Nunca dissemos que o grupo ia acabar, apesar de haver muita gente a dizer. Também quando saiu o acordeão e o violoncelo, já diziam que sem eles o grupo não seria Madredeus. E o grupo não acabou, antes pelo contrário. Fizemos uma grande continuação do trabalho dos Madredeus sem o violoncelo e o acordeão. Desta vez, mantivemos o nome do grupo e acrescentamos Banda Cósmica, que é uma banda nova, que formamos e da qual fazemos parte. É uma banda dedicada a amplificar o som das nossas canções, o trabalho dos nossos temas modernos e antigos. É uma banda para promover e divulgar o repertório de Madredeus, que não é assim tão conhecido como se pensa.
- O nome do álbum define o vosso som?
Metafonia quer dizer além do som. Nos quisemos fazer esta ligação. A banda cósmica é como se fosse um amplificador do espírito, da tradição, do trabalho dos Madredeus e portanto claro que é uma banda com um novo som. Mas o que interessa não é só o novo som, é também o que está além do novo som. Essa foi a ideia original.
Entrevista dada por Pedro Ayres Magalhães a Filipa Estrela / Destak 24/10/2008
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