Mostrar mensagens com a etiqueta Blasted Mechanism. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Blasted Mechanism. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Avatara


Avatara - Blasted Mechanism (Metrodiscos, 2005)

Depois de «Namaste» (ou, em sânscrito, «o Divino que vive em ti»), os Blasted Mechanism dão-nos mais um capítulo da saga que começaram a escrever há alguns anos: «Avatara» (ou, em sânscrito, «o Descendente de Deus incarnado»). Se calhar, não é mesmo por acaso que que o novo álbum da banda está cheio de sitars, unindo raggas jamaicanos às ragas indianas.

Valdjiu e Ary - os dois Blasted que falam nesta entrevista - começam por explicar o que liga, tematicamente, o novo álbum, «Avatara», ao anterior, «Namaste» e em que fase da «grande narrativa» Blasted é que estamos agora. Diz Valdjiu: «"Avatara" é um conceito que transporta, em si, o espírito daquilo que os Blasted sentem em relação à vida e à música. "Avatara" está presente em muitas culturas ancestrais e actuais, inclusive na portuguesa. Significa "Aquele que vem"...». Tem, portanto, algo de messiânico e de sebastiânico, até... «Sim, é o "Encoberto" e é alguém que vem transmitir uma nova consciência cósmica. Chegámos ao "Avatara" através de uma filosofia chamada Eubiose...». Na ficção dos Blasted, «Avatara» surge na sequência lógica da «fase da recolha e da tutoria dos bébés-diamantes (presente em "Namaste"), que vieram para sincronizar o Homem com o mecanismo cósmico». E acrescenta Ary: «Traduzido à letra, "Avatara", é um Messias, mas para nós é mais a ideia da concretização de uma "conspiração", aqui no bom sentido, que tem como objectivo, através do "Avatara", termos todos a consciência global de que temos que mudar a maneira como encaramos o tempo, o calendário, e como mecanizamos a nossa vida ao ponto de perdermos quase completamente o nosso lado espiritual».

Texto e Entrevista de António Pires / Blitz, Março/2005

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Namaste


Namaste - Blasted Mechanism (Metrodiscos, 2003)

O que é que significa «Namaste» (NR: leia-se «Namastê»)? Tem alguma coisa a ver com a palavra em sânscrito que significa «o Divino que vive em ti»?

É isso mesmo. E é uma saudação. Para nós, é uma saudação à Humanidade, como se nós nos curvássemos perante a Divindade dos seres humanos. Em 1986 os Blasted criaram um conceito, uma história ficcional, que tem tido desenvolvimentos. Houve uma raça de seres de outro planeta que aportou à Terra. Houve o desenvolver de seres vindos de um ambiente aquático e que povoaram a Terra. Agora, há seres que estão espalhados pelo planeta e que ninguém sabe quem são - os bebés-diamantes - que poderão levar o planeta a uma nova dimensão. Os bebés-diamantes, que têm sido estudados pela cultura nepalesa, são mentes altamente predispostas para fazer a mudança da Humanidade, uma mudança de modo de vida, de mentalidades, de conceitos. Na nossa ficção, os Blasted anunciam a chegada, preparam o terreno, dessas crianças-diamantes... E esta ficção poderá passar para uma narrativa, em banda-desenhada, proximamente.

Entrevista de António Pires / Blitz, Fev/2003