Momento - Pedro Abrunhosa (Universal, 2002)
Pedro Abrunhosa e os Bandemónio vão entrar em estúdio no dia 10 do próximo mês. O resultado do trabalho deverá ser tornado público até ao Verão. Parco em palavras sobre o quarto disco do grupo, Abrunhosa deixa, todavia, transparecer que o formato semi-acústico
apresentado no Festival de Mateus, em Agosto passado, e continuado em Viana do Castelo, no passado fim-de-semana, aponta para o que se vai passar no próximo trabalho.
"Há como que uma reformulação dos princípios básicos dos Bandemónio, que assentam na canção. Despidas de toda a parafernália, as canções funcionam no íntimo, no interior das pessoas", revelou.
Segundo o músico, que tomou o país de assalto no Verão de 94 com "Viagens" e viu o seu nome inscrito na capa da "Billboard Magazine", em Dezembro do mesmo ano, o álbum ainda não tem nome, apenas conceito: "O nome é sempre a última coisa que atribuo. Só terá nome depois de ganhar forma. Trata-se de um disco interior, com influências da música negra, do R&B. Enfim, um disco íntimo."
Artigo e entrevista de Luis Oliveira, Jornal de Notícias, 22/12/2001
Mostrar mensagens com a etiqueta 2002. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 2002. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Jorge Palma
Jorge Palma - Jorge Palma (EMI, 2002)
Este álbum esteve para se chamar "Tempo dos Assassinos" e, depois, "Está-se Tudo a Passar". Acabou por ficar com o título "Jorge Palma" e não com "É Proibido Fumar", como muita gente pensa, em virtude da capa. A fotografia da capa do álbum foi tirada no Bar Speakeasy, onde se realizou a festa de lançamento do disco, sem qualquer premeditação.
notas sobre o álbum no site http://jorgepalma.web.pt
Explay
Explay - Bildemeister (Switch On, 2002)
- Em que condições surge a criação da Switch On Records?
Foi como já disse sobre o Explay: a vontade de editar o nosso primeiro disco, de aprender a fazer esse processo. Explay surge da ideia de experimental play, ou seja a nossa primeira experiência mais séria de edição (para além das cassetes e edições caseiras) e todo o gozo em o fazê-lo. Em montar capas de discos e colar um autocolante a dizer "Switch On Records proudly presents: Bildmeister. Explay". Foi gratificante experimentar todas essas coisas. Agora, a Switch On Records pensa em alargar essa experiência a outras bandas, provavelmente aquelas mais locais (de Vila do Conde) desde que as propostas sejam boas e que encontremos motivos de interesse.
Entrevista de André Gomes/Bodyspace, 20/03/2004
- Em que condições surge a criação da Switch On Records?
Foi como já disse sobre o Explay: a vontade de editar o nosso primeiro disco, de aprender a fazer esse processo. Explay surge da ideia de experimental play, ou seja a nossa primeira experiência mais séria de edição (para além das cassetes e edições caseiras) e todo o gozo em o fazê-lo. Em montar capas de discos e colar um autocolante a dizer "Switch On Records proudly presents: Bildmeister. Explay". Foi gratificante experimentar todas essas coisas. Agora, a Switch On Records pensa em alargar essa experiência a outras bandas, provavelmente aquelas mais locais (de Vila do Conde) desde que as propostas sejam boas e que encontremos motivos de interesse.
Entrevista de André Gomes/Bodyspace, 20/03/2004
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Sweet Moods And Interludes
Sweet Moods And Interludes - Coldfinger (Lisbon City Records, 2002)
O segundo álbum dos Coldfinger, "Sweet Moods and Interludes", chega ao mercado quando a editora que até agora tinha publicado todos os seus discos, a Norte Sul, se encontra num processo de reestruturação. Sem companhia discográfica que editasse a sua obra, Miguel Cardona e Margarida Pinto assumiram a edição de autor (com distribuição Zona Música) e lançaram um novo selo, a Lisbon City Records. "Sweet Moods and Interludes" também tem a ver com as circunstâncias em que foi produzido; os próprios anunciavam, em comunicado de impressa, que "as bobinas com as gravações deste disco foram encontradas no interior de um carro aparentemente abandonado junto ao rio Tejo". Uma imagem que foi sendo detalhada ao longo desta conversa em que os Coldfinger não desmentem um certo regresso às bases.
"A história das bobinas serve como mote para o trabalho", começa por explicar a cantora e letrista Margarida. "É uma metáfora que se pretende criar relativamente à situação em que nos encontrámos como pessoas e como músicos. Defrontámo-nos com um certo abandono no panorama musical português no que respeita aos meios disponíveis para fazer a nossa música chegar às pessoas. O carro somos nós, os músicos, a força criativa. As fitas que lá estão dentro são as nossas canções. Neste caso, as canções do 'Sweet Moods and Interludes' estão à disposição de quem quiser abrir o carro, levá-las, fechar o carro, enfim, fazerem o que quiserem."
Apesar de Miguel Cardona e Margarida Pinto terem constituído desde sempre o núcleo duro dos Coldfinger, a sua formação alargou-se por alturas da edição do primeiro álbum, passando a compreender músicos como Adriano (baixo, Ithaka), Sérgio Nascimento (baterista, Despe & Siga), João Cardoso (teclista, Despe & Siga), DJ Cruzfader (giradisquista), Joe Fossard (produtor). Por ora encontram-se apenas em palco, até porque "Sweet Moods..." foi também gravado, na sua quase totalidade, nos Speedfreak Studios, isto é, o estúdio particular dos Coldfinger. Um exemplo de faça-você-mesmo radical.
"Não deixando de fazer justiça à dedicação que todas essas pessoas tiveram pelos Coldfinger, o projecto já funcionava como o meu laboratório, pelo que pude aprender muito com todas elas. Durante alguns anos fizeram parte da família Coldfinger. Mas este disco quebra com isso devido às circunstâncias em que foi gravado, e apesar do afastamento de todas essas pessoas se dever a razões muito diferentes. Este disco é muito diferente dos anteriores, não só porque foi feito exclusivamente por nós dois mas porque desapareceram as editoras, os A&R, os músicos, os palcos, as agências, as bejecas, as festas, os 'roadies', o pessoal e a animação. Regressámos um pouco à base, à forma como eu e a Margarida fizemos a primeira maqueta".
As circunstâncias extremas que levaram à composição e gravação de "Sweet Moods..." tiveram, obrigatoriamente, influência nas 16 canções que fazem parte do alinhamento. Menos densas e sombrias do que as do primeiro álbum, não deixam de revelar "uma certa ânsia e uma pressa de acabar o disco" apesar de abrir espaço para a aplicação de vários conceitos feita "a posteriori". Miguel Cardona fala dos polimentos finais: "Este disco deu-nos tanto prazer que nos demos ao luxo de encaixar todas as canções ou de criar interlúdios que contribuíssem para um certa narrativa, de modo que começámos a vê-lo quase como um filme. No fim encontrámos até, com surpresa, alguns registos autobiográficos." Mas Margarida é peremptória: "Acabámos por dominar muito mais o produto final."
Texto e entrevista de Miguel Francisco Cadete / Y-Público, 16/08/2002
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Do Lado dos Cisnes

Do Lado dos Cisnes - GNR (EMI, 2002)
"Do Lado dos Cisnes" é, segundo o grupo, um lado que os GNR ainda não mostraram ao público. Rui Reininho explicou que é «um outro lado, uma outra faceta da banda, é um pouco o acumular de outras facetas e mais uma, esta!»
«Isto é matemática, é um bocado como a teoria dos conjuntos, reflecte as outras fases anteriores e esperamos que esta seja original», afirmou Rui Reininho.
Entrevista de Ana de Oliveira Suspiro/Disco Digital, 11/11/2002
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Paz
Paz - Eugénia MC (Som Livre, 2002)«Paz» não tem nada a ver com um sentimento oposto à guerra. «Também não tem a ver com paz de espírito ou maturidade. Tem a ver com emoções, um estado superior de existência. Energia, conhecimento e vida. Uma vida acima dos valores materiais. Tem a ver com o que está ainda por vir. Algo posterior, estimulante e sobrevivente aos pequenos apocalipses que vão acontecendo na actualidade e que têm aumentado de forma gradual nos últimos anos», refere Eugénia.
entrevista de Filipe Rodrigues da Silva / Diário Digital
- Porque é que chamou «Paz» a este disco?
Para onde caminha a humanidade? Isto é o caos total. Nós vivemos mini-apocalipses. Essa história do ano 2000, do apocalipse... Qual apocalipse? O século XX foi o século dos mini-apocalipses constantes, permanentes. A cada segundo morrem crianças com fome, gente morre em guerras, acidentes naturais... estamos a matar o planeta. Isto não é um apocalipse? Esta paz de que falo é uma paz de esperança num futuro longínquo, porque acredito que a humanidade cresça na inteligência.
Aquele desenho da Fernanda Fragateiro na capa do disco, com aquele bonequinho triste, e depois a minha fotografia já a olhar para cima representam o real e o irreal, a tristeza e a alegria, os dois pólos que, na minha opinião, deveriam ser os motores da vida. A tristeza e a alegria, e não a fome e o excesso, por exemplo. Porque há uma tristeza criativa, quando se trata de uma dor interna de questionamento e não de uma dor que venha de flagelos sociais.Entrevista de Jorge Lima Alves / Expresso, 2003
segunda-feira, 5 de abril de 2010
The Lost Tapes
The Lost Tapes - Bulllet (Loop, 2002)O nome dele é Teixeira, Armando Teixeira. Mas ao longo dos anos tem sido também o principal rosto de projectos como Ik Mux, Bizarra Locomotiva, Boris Ex-Machina, Balla e, agora, Bulllet. Durante anos fez também parte dos Da Weasel, grupo que abandonou o ano passado, e ainda em 2002 vai vestir a pele de Knock-Knock, um projecto de colaboração com o desenhador de BD António Jorge Gonçalves.
Para já é Bulllet e "The Lost Tapes" é o título do álbum de estreia do novo projecto. Mas é também Vladimir Orlov, o principal protagonista da história imaginária que atribui sentido ao disco. Um espião russo, treinado pelo KGB, que tem como nome de código Bullet. A sua missão é registar movimentações numa base naval da NATO, situada na Turquia, em plena guerra fria.
Rui Miguel Abreu foi quem imaginou a trama narrativa de "The Lost Tapes". "Foi como criar a banda-sonora para um filme. Só que em vez de um filme e imagens, tínhamos um guião e palavras", afirma Abreu. Por sua vez, Armando Teixeira, inspirado pelos motivos da história, imaginou a música, inspirado em alguns dos mandamentos rítmicos do hip-hop ou do dub e nas colorações vivas do jazz, do funk e do easy-listening. O que daí nasce é um dos discos portugueses mais consistentes dos últimos tempos.
- Balla e Bulllet. Para além de ser o mentor de ambos os projectos, existe alguma ligação entre os dois?
Existe qualquer coisa, sem dúvida, ambora não consiga identificar com precisão essa ligação. Por exemplo, em termos de sonoridade, alguns temas de Bulllet, se tivessem sido desenvolvidos como canções, podiam ser dos Balla. Algum do material de Bulllet tem já um ano, enquanto o restante foi composto há cerca de um mês. Ou seja, alguns temas de Bulllet nasceram quando estava a criar o álbum dos Balla.
- Como é que se processou a triagem? Os temas instrumentais foram colocados de lado para fazerem parte do álbum de Bulllet?
Não, até porque tenho temas instrumentais que também não se adequam à ideia que está por trás de Bulllet. Por isso, optei pelos temas que, de alguma forma, tinham a ver com a história que estávamos a desenvolver. Faixas que pudessem justificar a narrativa, atribuir-lhe sentido. Por outro lado, em termos sonoros, optei pelos temas que tinham um cariz mais hip-hop.
- Como é que surgiu a ideia de criar um disco a partir de um guião pré-definido, com uma personagem e uma história por trás?
A ideia foi do Rui Miguel Abreu, foi ele que me convenceu. Nunca tinha pensado em criar música dessa forma, mas agradou-me o desafio. Por exemplo, a segunda faixa do álbum contém elementos de hip-hop, electrónica e apontamentos americanos que não estão lá por acaso. Estão lá para dar essa ideia muito precisa de que estamos a ouvir músicos americanos influenciados pelos blues e soul. Esse tema é um exemplo de uma faixa criada com um objectivo concreto, para dar uma certa atmosfera.
- Quer dizer então que todos os temas foram criados tendo em atenção o fio narrativo da história?
A maior parte, sim. A escolha dos "samples", a forma como toco os teclados, as sonoridades que procuro, tudo isso define um ambiente que nos transporta para uma determinada época. E isso não é casual, foi procurado. De qualquer maneira, cerca de 30 por cento dos temas já estavam feitos porque se encaixavam no conceito. Mas mesmos esses foram retrabalhados e reavaliados. Existiu um processo de adptação dos temas à história, embora por vezes essa adequação fosse inconsciente. O guião existe na minha cabeça e do Rui, mas quem tiver de fora do processo provavelmente não o vai reconhecer da mesma forma.
Entrevista de Vitor Belanciano / Público, 11/07/2003
imagem: http://rateyourmusic.com/release/album/bulllet/the_lost_tapes/
sexta-feira, 12 de março de 2010
Synth-o-matic

Synth-o-matic - Zoe (Ed. Autor, 2002)
No final, onze canções seriam escolhidas para integrar "Synth-o-matic", o primeiro álbum dos Zoë. "Synth-o-matic" reflecte uma dialética constante: a conjugação do analógico com o digital; do orgânico com o intangível; do acústico com o electrónico... Essa contraposição de opostos marca indelevelmente o disco e a própria banda, criando atmosferas que oscilam entre pequenas subtilezas do imaginário e duras realidades do quotidiano; entre tons de café amargo e o doce requinte de um gin tónico ao fim do dia; entre a alienação do tráfego e a cadeira de um velho clube de jazz à beira-mar.»
O nome do disco - Synth-o-matic - foi achado quase em desespero de causa. Quando já nada fazia crer que encontrássemos um nome para o disco, se calhar ia acabar por se chamar "Zoë", olhei para um pedal de efeitos e vi lá escrito "synth-o-matic", da forma como o escrevemos. É um efeito que se utiliza em guitarra ou voz. Achámos piada ao nome porque, no fundo, reflecte todo o disco. Todo o nosso trabalho é muito orgânico, analógico... os teclados são todos analógicos. É uma característica muito forte do disco, daí que tenhamos aproveitado para fazer o jogo da palavra e dizer que estas 11 canções eram sintomáticas do que os Zoë são.
No final, onze canções seriam escolhidas para integrar "Synth-o-matic", o primeiro álbum dos Zoë. "Synth-o-matic" reflecte uma dialética constante: a conjugação do analógico com o digital; do orgânico com o intangível; do acústico com o electrónico... Essa contraposição de opostos marca indelevelmente o disco e a própria banda, criando atmosferas que oscilam entre pequenas subtilezas do imaginário e duras realidades do quotidiano; entre tons de café amargo e o doce requinte de um gin tónico ao fim do dia; entre a alienação do tráfego e a cadeira de um velho clube de jazz à beira-mar.»
O nome do disco - Synth-o-matic - foi achado quase em desespero de causa. Quando já nada fazia crer que encontrássemos um nome para o disco, se calhar ia acabar por se chamar "Zoë", olhei para um pedal de efeitos e vi lá escrito "synth-o-matic", da forma como o escrevemos. É um efeito que se utiliza em guitarra ou voz. Achámos piada ao nome porque, no fundo, reflecte todo o disco. Todo o nosso trabalho é muito orgânico, analógico... os teclados são todos analógicos. É uma característica muito forte do disco, daí que tenhamos aproveitado para fazer o jogo da palavra e dizer que estas 11 canções eram sintomáticas do que os Zoë são.
terça-feira, 9 de março de 2010
Pop Yen

Pop Yen - Jaguar (CD, Farol, 2002)
- Porquê "Pop-Yen"?
A meu ver é um estilo de música. Nós sempre gostámos muito de pop mas, a certa altura, começamos a ter bastantes influências electrónicas e a ouvir algumas coisas vindas do Japão, como Cornelius e The Sound Museum, daí o "yen".
Nota: esteve para se chamar "First".
domingo, 3 de janeiro de 2010
Macaréu

Macaréu - Gaiteiros de Lisboa (Aduf Edições, 2002)
Por que razão chamaram Macaréu a este trabalho?
Por que razão chamaram Macaréu a este trabalho?
Saiu de uma letra, e em torno do nome do disco começou a gerar-se um conceito e a construir-se um mundo que por vezes ; virtual mas que nos dá muito jeito. Acaba por ser também um pouco a nossa atitude em relação à música portuguesa. A mim pelo menos por vezes apetece-me levar tudo à frente.
Entrevista de Guiomar Belo Marques / Revista 30 Dias - Oeiras Jun/2002
Macaréu, s.m. Onda de arrebentação que, próximo à foz pouco profunda de certos rios, por ocasião da maré montante, irrompe de súbito em sentido oposto ao do fluxo das águas do rio, e, seguida de ondas menores, sobe rio acima, por vezes com forte ruído e devastação das margens,amortecendo-se à medida que avança.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, Novo Dicionário da Língua Portuguesa, 2ª ed., Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1986
Subscrever:
Mensagens (Atom)