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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Momento

Momento - Pedro Abrunhosa (Universal, 2002)

Pedro Abrunhosa e os Bandemónio vão entrar em estúdio no dia 10 do próximo mês. O resultado do trabalho deverá ser tornado público até ao Verão. Parco em palavras sobre o quarto disco do grupo, Abrunhosa deixa, todavia, transparecer que o formato semi-acústico
apresentado no Festival de Mateus, em Agosto passado, e continuado em Viana do Castelo, no passado fim-de-semana, aponta para o que se vai passar no próximo trabalho.
 

"Há como que uma reformulação dos princípios básicos dos Bandemónio, que assentam na canção. Despidas de toda a parafernália, as canções funcionam no íntimo, no interior das pessoas", revelou.
 

Segundo o músico, que tomou o país de assalto no Verão de 94 com "Viagens" e viu o seu nome inscrito na capa da "Billboard Magazine", em Dezembro do mesmo ano, o álbum ainda não tem nome, apenas conceito: "O nome é sempre a última coisa que atribuo. Só terá nome depois de ganhar forma. Trata-se de um disco interior, com influências da música negra, do R&B. Enfim, um disco íntimo."

Artigo e entrevista de Luis Oliveira, Jornal de Notícias, 22/12/2001

terça-feira, 30 de março de 2010

Ligação Directa

Ligação Directa - Sérgio Godinho (EMI, 2006)

P - Antes de ir mais longe: o título, Ligação Directa, significa o quê?
- Fui tirar fotografias com o Daniel Blaufuks e ele queria também fotografias de noite. Há uma garagem onde eu guardo o carro e, entre outras, aí tirámos algumas que acabaram por ir parar à capa e ao "booklet" do disco. Quando olhei para as fotografias, aquilo foi assim uma iluminação (com pouca luz...). Eu tenho uma grande dificuldade com títulos, muitas vezes são excrescências... alguma coisa que defina minimamente mas que não defina nada, às vezes, no limite pode ser um "soundbyte", mas tem de fazer sentido. Estava ali no meio dos carros e pensei nessa ideia da "ligação directa". Mas, como é evidente, é uma metáfora que extravasa e que pode ser ligação directa à vida, aos amores, aos públicos, aos meus músicos, ou fazer uma "ligação em directo" para... Estocolmo... e é aquilo também que as pessoas quiserem quando ouvirem. É suficientemente aberto para isso.

Entrevista de João Lisboa / Expresso, 2006


Existe um autocalante com a identificação do disco e do cantor.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Abril

Abril - Cristina Branco (Universal, 2007)
- Este disco poder-se-ia chamar de outra forma?

O nome era tão óbvio, que se escondeu até ao final da produção. O que me deixava tremendamente preocupada, porque eu escolho sempre os títulos antes de partir para a recolha de temas.

Entrevista de André Gomes/Bodyspace, 10/03/2008

Disco composto por versões de José Afonso

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Como Sempre... Como Dantes

Como Sempre... Como Dantes - Camané (EMI, 2003)

- Apesar de este ser oficialmente o álbum ao vivo de Camané, o primeiro disco, "Uma Noite de Fados", de 1995, também foi registado em directo. Esta opção tem a ver com a queixa, frequente entre os fadistas, que diz ser o estúdio um habitat pouco natural para o fado?

No meu primeiro disco houve essa opção de forma muito clara. Neste já não houve tanto essa preocupação. A ideia foi fazer um apanhado daquilo que fiz durante estes anos e mostrar as diferenças de um espectáculo ao vivo em palco e numa casa de fados, ou seja, em ambientes diferentes.

- Serve então como um cartão de visita de uma carreira?

Também, apesar de não ser aquele disco ao vivo gravado numa única sala. Optámos por deixar no disco aquela fúria do público nos espectáculos do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, mas procurámos também a concentração e a vontade de descoberta que se nota num público estrangeiro, como o belga. E fizemos incluir gravações captadas na casa de fados O Embuçado, durante as comemorações do seu 40º aniversário. Resolvemos gravar e, quando fomos ouvir, percebemos que também ali o ambiente era diferente, que o som é muito mais cru.

- O título, "Como Sempre... Como Dantes", tem uma intenção provocatória...

O título, como já vem sendo costume nos meus álbuns, foi retirado de uma letra, de um poema de Júlio de Sousa. Como este disco define aquilo que tenho feito, acho que é bem achado. "Como Dantes" é "O Embuçado", uma casa de fados. "Como Sempre" é o que é.

- Portanto, não se refere ao fado como algo imutável.

Não, refere-se a mim. Tem a ver comigo e com a minha forma de estar no fado. Não representa o fado. É o meu fado

Entrevista de Miguel Francisco Cadete/Público, 28/11/2003

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Tudo Ou Nada

Tudo Ou Nada - Katia Guerreiro (Som Livre, 2005)

O terceiro álbum de Kátia Guerreiro vai sair lá para o final do verão e ainda não tem nome. Má pontaria, portanto, para uma primeira pergunta, mas foi mesmo por aí que começou a conversa, num intervalo das gravações do "disco ainda sem título" que a fadista ultima nos estúdios Pé de vento, em plena lezíria ribatejana. "Não ando em busca de um título, isso depois aparece naturalmente. Já nos dois discos anteriores foi assim", diz divertida.
Entrevista de Miguel Judas / Visão 11/08/2005

- O nome do disco não foi escolhido ao acaso. Acha que este é o álbum do tudo ou nada?
Claro! Há etapas muito importantes na carreira de um artista. O terceiro disco é a confirmação de tudo aquilo que já foi feito e será a base de segurança de tudo o que vem depois. Neste disco, tudo ou nada. ou as pessoas finalmente acreditam que sou verdadeira naquilo que faço, ou então não vale a pena seguirem os meus passos, porque só com a verdade é que sei fazer as coisas.

Entrevista de Vanda Ladeiras / Focus 12/10/2005