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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Movimento

Movimento (EMI, 2001)

Teresa Salgueiro - Todas as músicas têm movimento. E a nossa música não tendo maestro, não tendo baterista, não tendo nada que nos conduza, o fio condutor é exactamente o movimento que nós conseguimos dar às canções. Isto sabendo sempre que dependemos da acustica das salas que nunca é a mesma. Por isso tudo é um trabalho vivo. Ao nível das letras da canções, há também uma continuidade. Pessoalmente gosto imenso destes poemas. (...)

Entrevista de Teresa Salomé / Voxpop, Abril 2001

Podes Fugir Mas Não Te Podes Esconder

Podes Fugir Mas Não Te Podes Esconder - Da Weasel (EMI, 2001)

Em 2001, em contagem decrescente para o álbum "Podes Fugir Mas Não Te Podes Esconder", os Da Weasel planearam uma série de "teasers" para o seu "site", onde os elementos da banda eram recriados sob a forma de alter-egos animados. Soa familiar? "Na altura foi polémico. Quando aprovámos a estratégia, e todas as 'storyboards' estavam feitas, estoira o primeiro videoclip dos Gorillaz. Estoira mesmo. Chegámos a considerar não ir para a frente com as coisas. Levámos um ano praticamente a desenvolver este trabalho todo e de repente tiram-nos o tapete... Mas conseguimos sobreviver a essas prováveis comparações", lembra João Nobre.

Entrevista de Kathleen Gomes / Público, 30/04/2004

- A edição do vosso último disco foi precedida da colagem de cartazes com o título do álbum, mas que não remetiam directamente para os Da Weasel. Qual foi o propósito?

Q - O propósito era precisamente a abertura do nosso site. E esses teasers...

P - Era um teaser, basicamente. A função é mesmo espicaçar a curiosidade das pessoas e, então, quando ias àquela morada, clicavas numa cena que tinha a ver com os Da Weasel e com o "Podes Fugir mas não te Podes Esconder". Era tentar chegar ao máximo de pessoas de uma forma diferente. E preparar o terreno - como o Quaresma estava a dizer - para a abertura do site.

- Relativamente aos Gorillaz, é sabido que vocês se tinham antecipado à criação de alter-egos e, depois, eles chegaram-se à frente porque tinham dinheiro para isso. Como é que se sentem? Sentem-se ultrajados?

P - Não. E são conceitos diferentes: Da Weasel utilizou aquilo como um complemento, os Gorillaz vivem mesmo disso, são uma banda virtual e é uma cena diferente.

- Querem explicar os vossos alter-egos?

Q - Eles são um pouco nós próprios mas exagerados ao cubo. No meu caso, eu sou uma personagem ligada à Natureza, calma, mas com poderes aplicados ao meio ambiente, à Terra e aquelas coisas meio freaks.

P - O meu é a exploração de uma personagem de ficção, com algumas coisas positivas e outras negativas, uma cena exagerada, uma personagem que toma muitas substâncias para as coisas serem mais agradáveis.

Virgul - O meu é o Golias, um gajo cheio de força, no meio de muitas mulheres, muito pacífico, muito calmo. Uma estrela de filme porno.

Entrevista de Hélder Gomes / Mondo Bizarre
http://podesfugirmasnaotepodesesconder.net

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

XIII

XIII - Xutos & Pontapés (EMI, 2001)

Como se vai chamar o novo álbum que sairá em Maio?

"XIII". É o 13º e achamos que é o fechar de um ciclo, porque o 13 está sempre a surgir. E temos também o X dos Xutos, é giro.

Entrevista de Telma Miguel e Vítor Rainho/Expresso, 07/04/2001

Voxpop - Vocês não são nada supersticiosos, pois não? Quem tem coragem para pôr um título destes, "XIII", não pode ser supersticioso...

Zé Pedro - Cada um tem os seus amuletos, é normal e humano. Eu, por exemplo, tenho estas pulseiras todas, que acho que me dão sorte. Pelo menos, dão-me uma certa energia. E o treze sempre foi um número carismático para os Xutos - o primeiro concerto que demos, e que é considerado o nosso aniversário, foi a 13 de Janeiro, nos Alunos de Apolo, quando os Faíscas acabaram e o Pedro Ayres Magalhães (que militava nos Faíscas) passou-me o testemunho. Depois, alguém se lembrou de pôr o título em romano, que se torna giro porque fica com o X, o que é místico. As pessoas associam o treze ao azar, o que nunca aconteceu connosco. Mesmo ao longo da nossa história, quando havia uma sexta-feira 13 de lua cheia, para nós era o máximo (risos). Na altura do Rock Rendez-Vous, lembro-me perfeitamente de uma célebre noite negra de sexta-feira 13 lua cheia, em que tocámos com os GNR. Para nós o treze é um número positivo. O que é engraçado é que, apesar do título "XIII", este não é o nosso décimo terceiro disco. A contar com este álbum, temos nove discos de originais e três ao vivo. Se realmente contarmos com a colectânea "Vida Malvada", o "XIII" é o nosso décimo terceiro disco. Mas para todos efeitos, "Vida Malvada" é apenas uma colectânea...

Entrevista de Gonçalo Palma/Voxpop, 19/06/2001

DN+ - A vossa discografia está cheia de números: o "7º single", o "88", o "1º de Agosto", agora o "13". Dá-vos sorte?

Zé Pedro - O 13 é para nós um bocado místico.Há sempre o 13 de janeiro que é uma data na qual comemorámos o aniversário... Realmente a escolha do número 13 para este disco, aconteceu sem nenhuma razão em especial, e quando fomos fazer as contas o 13 nem sequer acertava com a nossa discografia. (...) foi um trabalho muito solto. O 13 acabou por surgir como número de combate, lá escrito nas folhas, e acabou por ficar.. É um número ao qual nos ligamos bastante.

Zé Pedro - (...) Há uma lacuna neste disco, e a culpa foi minha, que é a décima terceira faixa. Há onze originais, a faixa do Mário Laginha, que será a décima segunda, mas falta uma que era a que tinha justificação com o título mas não consegui. Mas ainda vamos tentar resolver isso e, portanto, ainda há esse espaço em aberto.

Entrevista de Eurico Nobre ao DN+ 02/06/2001