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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Metatonia

Metatonia - Madredeus (Farol, 2008)

- Como define o estilo dos Madredeus neste álbum?

É uma banda muito maior agora e a nossa ideia é definir como uma orquestra latina em português. É uma música que está ligada um pouco mais à dança do que anteriormente, e influenciada pela música europeia e africana. Os ritmos africanos há muito tempo que influenciam a música europeia. É nessa linha que nos enquadramos, música europeia influenciada pela música africana.

- Pensaram alguma vez mudar o nome do grupo, por ter havido tantas alterações?

Sim e de certa forma mudámos. Nunca dissemos que o grupo ia acabar, apesar de haver muita gente a dizer. Também quando saiu o acordeão e o violoncelo, já diziam que sem eles o grupo não seria Madredeus. E o grupo não acabou, antes pelo contrário. Fizemos uma grande continuação do trabalho dos Madredeus sem o violoncelo e o acordeão. Desta vez, mantivemos o nome do grupo e acrescentamos Banda Cósmica, que é uma banda nova, que formamos e da qual fazemos parte. É uma banda dedicada a amplificar o som das nossas canções, o trabalho dos nossos temas modernos e antigos. É uma banda para promover e divulgar o repertório de Madredeus, que não é assim tão conhecido como se pensa.

- O nome do álbum define o vosso som?

Metafonia quer dizer além do som. Nos quisemos fazer esta ligação. A banda cósmica é como se fosse um amplificador do espírito, da tradição, do trabalho dos Madredeus e portanto claro que é uma banda com um novo som. Mas o que interessa não é só o novo som, é também o que está além do novo som. Essa foi a ideia original.

Entrevista dada por Pedro Ayres Magalhães a Filipa Estrela / Destak 24/10/2008

V Império

V Império - Dealema (Banzé, 2008)

-O que é, como é, o que representa o V Império?

Maze: O nosso V Império é o renascer espiritual que estava por vir, é um incentivo à criatividade, o aumentar da auto estima colectiva, é a nossa independência em relação à indústria, não é um Império físico mas uma energia invisível que cresce, é uma metáfora do pentágono que visa provocar a revolução interior em cada um de nós.

Entrevista de André Gomes/Bodyspace, 19/05/2008

- Qual o simbolismo que vocês pretendem transmitir com o título "V Império"?

Mundo - O "V Império" está relacionado com o facto de sermos 5 elementos, por terem também passado 5 anos desde o nosso último lançamento e em grande parte com a simbologia de Fernando Pessoa, na sua obra "A Mensagem". Além disso, achámos que tinha tudo a ver com o tipo de música que estamos a fazer, com o estilo de "liricismo" que procuramos, e daí o "V Império", o tão aguardado quinto império ancestral dos nossos antepassados. De certa forma decidimos pegar em todos esses elementos simbólicos, associando isso ao conceito do "Pentágono Dealemático", ou seja, aos Dealema.

Por Ivo Alves para H2T - Abril 2008

Uma Inocente Inclinação Para o Mal

Uma Inocente Inclinação Para o Mal - A Naifa (Lisboa Records, 2008)

O que é "Uma Inocente Inclinação para o Mal"?

Luis Varatojo - É a última frase do último tema do disco. A determinada altura, havia que definir o nome do álbum e demos com essa frase. Achámos que fazia todo o sentido. Tinha a ver com as pequenas histórias que aqui são contadas, tinha esse travo, essas pequenas maldades.

Entrevista de Ana Filipa Baltazar. jornal meia Hora 14/04/2008

Veio-se a saber que o autor dos textos não era uma fã mas sim João Aguardela que, sem os outros saberem, tinha usado o nome da sua avó para assinar as letras.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Noah"s Ark of Pain

Noah"s Ark of Pain - The Guys From The Caravan (iPlay, 2008)

- De onde saiu o título "Noah’s Ark of Pain"?

Inicialmente a ideia era não dar sequer título ao primeiro álbum... tínhamos facilidade em explicar cada uma das músicas, mas alguma dificuldade em explicar o todo que representava o álbum. Surgiu "Noah’s Ark of Pain". É um verso da "Worms in my head", que é um dos desabafos do álbum, uma música que fala precisamente dos fantasmas que cada um acaba por carregar e alimentar. Nós sentíamos que o álbum acabava por ser uma colecta de histórias mais ou menos reais, mais ou menos mastigadas e traduzidas em versos. A ideia de arca poderia ser também uma caixa de pandora, mas a questão da colecção acaba por ser importante.

Entrevista site Rascunho.net, 13/10/2008

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Nothing’s Ever Good Enough


Nothing’s Ever Good Enough - Electric Wiilow (Honeysound, 2008)



- Qual é a história de Nothing’s Ever Good Enough?

Se olharmos para a parte estética da capa acho que se consegue captar uma vibração positiva. Embora o título possa parecer paradoxal em relação à capa, acaba por ter o efeito que pretendíamos. Por um lado, podemos ver que nada é suficiente pelo lado negativo ou, por outro lado, ainda bem que nada é suficiente. Por isso é que andamos por aqui…

- O título do álbum, Nothing’s Ever Good Enough, remete-nos para alguma tristeza e desilusão. Mas nas duas canções em que aparece tem um efeito contrário. O que pretendem transmitir?

Este efeito foi propositado e conseguido. Não queríamos dar uma mensagem singular. Mas não quero revelar mais nada… É um puzzle que cada um deve construir à sua maneira. Muitas vezes nem eu sei porque é que escrevi aquilo em determinada canção.

- Há uma qualquer insatisfação e melancolia que percorre o disco. Nothing’s Ever Good Enough é um álbum optimista ou pessimista?

Mais uma vez não vou dizer o que é para mim. Não quero roubar o espaço de manobra aos ouvintes. Deixo o convite às pessoas para descobrirem.

Entrevista de Eduarda Sousa, 23/04/2008

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Mulheres Ao Espelho


Mulheres Ao Espelho - Aldina Duarte (Roda-Lá Music, 2008)

– "Mulheres ao Espelho" é um disco de homenagem ao universo feminino, já o disse, agora falta dizer se existe um fado feminino...

A originalidade é o que torna único cada artista, não é o seu sexo, mas a essência da sua criação artística. Quanto a "Mulheres ao Espelho", é um disco onde me inspiro no universo feminino que me rodeou e rodeia, que formou a minha identidade, que conta histórias de mulheres sem voz, mas também das que decidem ter a coragem de amar em circunstâncias difíceis. Falo da alegria nas pequenas coisas que me encanta em certas mulheres, na maternidade... Acho que é um disco para as mulheres e os homens que gostam das mulheres.

Entrevista de M. Vinhas/Revista SPAutores

sexta-feira, 5 de março de 2010

Bairro

Bairro - Raquel Tavares (Movieplay, 2008)

Que Bairro vamos encontrar no novo trabalho?

Bairro não simboliza apenas aquilo a que chamamos bairro típico, é também o sítio onde cada um de nós nasceu, criou as suas raízes, a sua essência, os seus valores. É o berço de cada um de nós. O meu berço é o bairro do Alto Pina, muito embora tenha conhecido e vivido intensamente outros bairros, nomeadamente o bairro de Alfama, que é onde moro actualmente. E é de todas as recordações que tenho destes bairros que trata este disco. Os sítios por onde passei, as pessoas que conheci, as infindas noites de fado, o fado amador, as colectividades, as tasquinhas, os restaurantes que dão fado de quando em quando, enfim, retrata um pouco do meu percurso no fado ao longo destes 16 anos.

Entrevista de Hugo Torres / Rascunho, 15/05/2008

http://www.rasarte.net/artigo.php?id=2025

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Rádio Alegria

Rádio Alegria - Os Azeitonas (Maria Records, 2008)

Portugal Rebelde - "Rádio Alegria" é o 2º trabalho de Os Azeitonas. A que se ficou a dever este título para o vosso regresso aos discos?

Araújo Jorge - O nome do disco deve-se à morada da nossa sala de ensaios. Fica na Rua da Alegria, no Porto, e já há uns anos que cultivamos a fantasia de criar a nossa própria rádio pirata. A nossa ideia da "Rádio Alegria" já tem uns anos. À medida que fomos encarando a realidade e desistindo da ideia, resolvemos criar uma rádio imaginária, em disco. O disco já estava composto e parcialmente gravado quando o baptizamos assim. Foi a maneira de dar vida a essa fantasia, e é para isso que servem os discos.

P.R. - "Rádio Alegria", conta com algumas participações especiais. Queres falar-nos um pouco desses convidados?

AJ - A forma que encontramos de dar consistência ao conceito de "rádio alegria" foi transformar o disco todo numa transmissão virtual. Para isso, era necessário um "locutor". Lembramo-nos logo do António Sala, mas isso não foi possivel. O Rui Veloso sugeriu o Paulino Coelho, também da renascença. Também participa o Joao Francisco Guerreiro, jornalista.(...)

http://portugalrebelde.blogspot.com/2008/01/os-azeitonas-discurso-directo.html

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Oito

Oito - Rádio Macau (iPlay, 2008)

Oitavo registo de originais, editado no ano de 2008. O número oito tem algum simbolismo?

Xana : Não. Há apenas a graça de, depois de a capa estar feita, vermos o oito assemelhar-se ao símbolo do infinito.

Flak : A razão principal [para o nome do disco] foi o facto de não termos encontrado um nome, ou uma frase, que pudesse definir este grupo de canções, adequado aos textos da Xana e do Pedro Malaquias. É um grupo de canções mas não tem nada de conceptual. Acho piada a discos com números – é um clássico, como no caso dos Led Zeppelin.

Entrevista de Mário Rui Vieira /Blitz 28/03/2008