Transfado - Anamar (CNM, 2004)TRANSFADO, O QUE É? Música lusa, “tanguera”, ibérica, transatlântica, intemporal, “transfádica”. Fado e latinidade, africanidade, Tango, Milonga, Morna, Rumba, Habanera...prazer. Canções vibrantes. Impacto teatral. Voz profunda. Piano, contrabaixo e guitarra portuguesa. Música para a alma. Para os sentidos. Para o corpo Musica intimista para ouvir alto, muito alto. Transfado é universal, como nós. Fados, novos, quentes, antigos, amados, com outros ritmos e sonoridades. À esfíngica intensidade fadista somam-se outras emoções, positivas, estimulantes. Novas letras para melodias carismáticas e canções inéditas, imprevistas. Poetas eternos e letristas contemporâneos habitam o fado com outras palavras, porque Transfado é anti-tragédia, anti-depressivo, auto-motivante, cúmplice, pró-activo. Sim, é um Cd. E um espectáculo. E um manifesto. Viva a vida. Obrigada.
(texto contido no press release)
"O disco teve um caminho longo. Começou quando o Tiago Torres da Silva, o meu desencaminhador profissional, me disse 'Ana, está na hora. Ou voltas ou não voltas. Mas se voltas é melhor despachares-te.' Reequacionei muitas coisas, fiz um balanço do que estava para trás (por isso saiu aquela antologia pela Universal) e resolvi partir para um novo projecto. Aí o Tiago, que estava ligado à ZonaMúsica, às edições de fado, sugeriu que podia ser uma pedrada no charco eu fazer um disco de fado tradicional."
Mas ela, depois de pensar muito sobre o assunto, recusou: "Disse-lhe que não era possível, que não conseguia, até porque não sou fadista. Podia era, na senda do que tinha vindo a fazer ao longo da minha vida, fazer alguma coisa à volta do fado. Daí surgiu o conceito do 'Transfado', juntando a latinidade ibérica àquilo ao canto da alma, que também consta do tango, do flamenco e da música africana. Abalançámo-nos então a um projecto ambicioso: unir esses conceitos sem colagens forçadas, o que implicava juntar dois instrumentos poderosíssimos, o piano argentino e a guitarra portuguesa. Houve um trabalho aturado com os músicos, que louvo sistematicamente, porque se no disco se consegue encontrar um som uno a eles se deve."
Texto e entrevista de Nuno Pacheco / Público, 03/12/2004
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