XIII - Xutos & Pontapés (EMI, 2001)Como se vai chamar o novo álbum que sairá em Maio?
"XIII". É o 13º e achamos que é o fechar de um ciclo, porque o 13 está sempre a surgir. E temos também o X dos Xutos, é giro.
Entrevista de Telma Miguel e Vítor Rainho/Expresso, 07/04/2001
Voxpop - Vocês não são nada supersticiosos, pois não? Quem tem coragem para pôr um título destes, "XIII", não pode ser supersticioso...
Zé Pedro - Cada um tem os seus amuletos, é normal e humano. Eu, por exemplo, tenho estas pulseiras todas, que acho que me dão sorte. Pelo menos, dão-me uma certa energia. E o treze sempre foi um número carismático para os Xutos - o primeiro concerto que demos, e que é considerado o nosso aniversário, foi a 13 de Janeiro, nos Alunos de Apolo, quando os Faíscas acabaram e o Pedro Ayres Magalhães (que militava nos Faíscas) passou-me o testemunho. Depois, alguém se lembrou de pôr o título em romano, que se torna giro porque fica com o X, o que é místico. As pessoas associam o treze ao azar, o que nunca aconteceu connosco. Mesmo ao longo da nossa história, quando havia uma sexta-feira 13 de lua cheia, para nós era o máximo (risos). Na altura do Rock Rendez-Vous, lembro-me perfeitamente de uma célebre noite negra de sexta-feira 13 lua cheia, em que tocámos com os GNR. Para nós o treze é um número positivo. O que é engraçado é que, apesar do título "XIII", este não é o nosso décimo terceiro disco. A contar com este álbum, temos nove discos de originais e três ao vivo. Se realmente contarmos com a colectânea "Vida Malvada", o "XIII" é o nosso décimo terceiro disco. Mas para todos efeitos, "Vida Malvada" é apenas uma colectânea...
Entrevista de Gonçalo Palma/Voxpop, 19/06/2001
DN+ - A vossa discografia está cheia de números: o "7º single", o "88", o "1º de Agosto", agora o "13". Dá-vos sorte?
Zé Pedro - O 13 é para nós um bocado místico.Há sempre o 13 de janeiro que é uma data na qual comemorámos o aniversário... Realmente a escolha do número 13 para este disco, aconteceu sem nenhuma razão em especial, e quando fomos fazer as contas o 13 nem sequer acertava com a nossa discografia. (...) foi um trabalho muito solto. O 13 acabou por surgir como número de combate, lá escrito nas folhas, e acabou por ficar.. É um número ao qual nos ligamos bastante.
Zé Pedro - (...) Há uma lacuna neste disco, e a culpa foi minha, que é a décima terceira faixa. Há onze originais, a faixa do Mário Laginha, que será a décima segunda, mas falta uma que era a que tinha justificação com o título mas não consegui. Mas ainda vamos tentar resolver isso e, portanto, ainda há esse espaço em aberto.
Entrevista de Eurico Nobre ao DN+ 02/06/2001
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