terça-feira, 6 de abril de 2010

Ser Solidário

Ser Solidário - José Mário Branco (Edisom, 1982)

“Ser Solidário”/”Ser Solitário”. A alternância do “d” e do “t” não é original. José Mário Branco inspirou-se num conto do romancista existencialista francês Albert Camus “sobre o absurdo”. “É o percurso interior de um pintor que, à medida que avança na concepção e na depuração ético-estética da sua arte, se vai deixando tomar por um processo de esquizofrenia e isolar do mundo, da família, de todos. Até que fica isolado no sótão da casa, com as suas tintas e as suas telas, e já não sai de lá, nunca mais. Depois de muito tempo sem saberem dele, alguém resolve entrar naquele sótão e encontra-o já morto. No cavalete, está uma tela toda pintada de branco com uma assinatura que não é uma assinatura mas uma palavra, ‘solitaire’ ou ‘solidaire’, não se percebe se é um ‘t’ ou um ‘d’.” A capa de “Ser Solidário” é negra.

Entrevista de Fernando Magalhães / Público, 14/02/1996

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