quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Os Crimes do Dr. Estranho Amor e outras estórias

Os Crimes do Dr. Estranho Amor e outras estórias - Dr. Estranho Amor (2009)

- Há um conceito muito próprio neste disco e mesmo na vossa estética enquanto banda. De onde vêm essas referências e todo esse imaginário?

Todo o quotidiano acaba por nos influenciar e as coisas que nos tocam inspiram-nos ainda mais, e a arte é uma coisa com a qual nós temos uma relação forte, em todas as suas formas. O cinema, a escrita, a fotografia, a pintura, todas essas diferentes formas de arte nos tocam bastante e nos inspiram. Na nossa maneira de encarar todo o processo que é estar na música, desde a composição até à maneira como nos apresentamos em palco e até no art work, há sempre essa ligação. Se vamos fazer uma coisa em que há uma componente da imagem, tentamos criar também aí um universo que nos interessa. No caso do disco a que demos o nome de ‘Os Crimes do Dr. Estranho Amor e outras estórias’ quisémos explorar um bocado este ambiente mais soturno e misterioso, e fomos beber um bocadinho a filmes ou livros que nos transmitisse estes ambientes. Como por exemplo Jack The Ripper, o ambiente do sec. XIX que por um lado concentra este imaginário de um certo suspense. Por outro lado, é uma época em que as coisas eram menos rápidas e menos futeis, uma altura em que as pessoas se reuniam mais em terutlias, um período muito rico culturalmente e onde as pessoas se juntavam muito para debater ideias.

Por Andreia Arenga / Mundo Universitario, 18/06/2009

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