terça-feira, 30 de novembro de 2010

Encantamento

Encantamento - Mafalda Arnauth (EMI, 2003)

"Encantamento" termina com um "Fado Arnauth". A própria não receia ser acusada de pretensiosismo e explica a razão de ser do título: "Esse título existe porque estive durante dois ou três meses a tentar dar títulos às músicas o que, com a SPA, é impossível. Têm sempre registado um título igual! Por exemplo, tinha "Na palma da minha mão", mas não dava, tentei cinco ou seis títulos, acabou por ter que ser "Da palma da minha mão". O "Fado Arnauth" foi "Feitiço", o "Sem limite" não pôde ser "Sem limites", "Bendito fado" teve que ficar "Bendito fado, bendita gente", "É sempre cedo" chamava-se "Acorda coração"... Impressionante. O "Fado Arnauth" foi um relâmpago, nascido da frustração."





E "Encantamento", foi também assim? "Esse foi um encantamento total. Um cantamento, encantamento que vem do canto. Um encantamento com a vida que passa. Porque é que, de repente, me sinto uma pessoa saudável? Há quem diga que o desapego à vida, um instinto anti-vida, é necessário. Eu penso precisamente o contrário, acho que este encantamento vem de cantar à vida, da superação do dia-a-dia. A minha vida será tanto mais rica quanto mais gostar até das coisas menos boas. Embora hoje este amor pela vida esteja algo "démodé"...Já esteve mais na moda ser-se feliz."



Entrevista de Fernando Magalhães / Público

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