quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ar

Ar- Danças Ocultas (EMI, 1998)

FM – “Ar” respira ambientalismo por todos os poros...

ARTUR FERNANDES – Do título, o mais simples possível, à capa, com um mínimo de texto, a preocupação foi que a música pudesse dizer tudo a partir do elemento, o ar, que faz funcionar o nosso instrumento. Foi-se em busca de imagens que se inserissem no contexto estético abordado neste disco, esse tal ambientalismo ou paisagismo.

P. – Podemos falar de micropaisagens?

R. – Sem dúvida nenhuma. O reportório incluído tem bastantes pormenores. Poderíamos falar, quase, na teoria do caos, em que há o macropormenor, o médio pormenor e o micropormenor. Existe um balanço, um ritmo instalado e depois, aí dentro, aparece uma melodia deste, um pormenor daquele, uma resposta de um terceiro, até se chegar à densidade que procurámos para este disco.

P. – Onde é que foi tirada a foto da capa?

R. – Num local da serra do Caramulo chamado Urgueira, no concelho de Águeda. É Portugal, como poderia ser a Colômbia ou o Tibete.

Entrevista de Fernando Magalhães / Público, 19/06/1998 [Danças Ocultas respiram em novo disco: Ar de fole]
http://poeira-cosmica-fm.blogspot.com/search/label/Danças%20Ocultas

capa: http://filosofiadecurral.blogspot.com/2010/01/ir-para-uma-ilha-deserta-e-levar-um.html

1 comentário:

  1. Olá,
    Muito obrigado pela referência!
    Mais info sobre este disco em:
    http://dancasocultas.com/discografia/ar/

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