Música Comercial - Coty Cream (Farol)
Porquê o título «Música Comercial»?
P.A. -- É mais uma paródia, mais uma ironia. Quando chegou a altura de escolher resolvemos, em vez de ser «Coty Cream Coty Cream» ou pôr o nome de um tema, escolher outra coisa. Apercebemo-nos que estamos fartos dessa coisa das catalogações. Não estamos interessados em definir. Depois estão sempre a dizer-nos: «isto não é comercial!». Na própria editora disseram-nos, na primeira reunião: «não tenhamos ilusões, isto não é música comercial». Mas a questão também é: como é que se sabe que não é música comercial? Ainda não está à venda.
Blitz
http://www.arede.pt/blitz/not/tema31.htm
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Momento
Momento - Pedro Abrunhosa (Universal, 2002)
Pedro Abrunhosa e os Bandemónio vão entrar em estúdio no dia 10 do próximo mês. O resultado do trabalho deverá ser tornado público até ao Verão. Parco em palavras sobre o quarto disco do grupo, Abrunhosa deixa, todavia, transparecer que o formato semi-acústico
apresentado no Festival de Mateus, em Agosto passado, e continuado em Viana do Castelo, no passado fim-de-semana, aponta para o que se vai passar no próximo trabalho.
"Há como que uma reformulação dos princípios básicos dos Bandemónio, que assentam na canção. Despidas de toda a parafernália, as canções funcionam no íntimo, no interior das pessoas", revelou.
Segundo o músico, que tomou o país de assalto no Verão de 94 com "Viagens" e viu o seu nome inscrito na capa da "Billboard Magazine", em Dezembro do mesmo ano, o álbum ainda não tem nome, apenas conceito: "O nome é sempre a última coisa que atribuo. Só terá nome depois de ganhar forma. Trata-se de um disco interior, com influências da música negra, do R&B. Enfim, um disco íntimo."
Artigo e entrevista de Luis Oliveira, Jornal de Notícias, 22/12/2001
Pedro Abrunhosa e os Bandemónio vão entrar em estúdio no dia 10 do próximo mês. O resultado do trabalho deverá ser tornado público até ao Verão. Parco em palavras sobre o quarto disco do grupo, Abrunhosa deixa, todavia, transparecer que o formato semi-acústico
apresentado no Festival de Mateus, em Agosto passado, e continuado em Viana do Castelo, no passado fim-de-semana, aponta para o que se vai passar no próximo trabalho.
"Há como que uma reformulação dos princípios básicos dos Bandemónio, que assentam na canção. Despidas de toda a parafernália, as canções funcionam no íntimo, no interior das pessoas", revelou.
Segundo o músico, que tomou o país de assalto no Verão de 94 com "Viagens" e viu o seu nome inscrito na capa da "Billboard Magazine", em Dezembro do mesmo ano, o álbum ainda não tem nome, apenas conceito: "O nome é sempre a última coisa que atribuo. Só terá nome depois de ganhar forma. Trata-se de um disco interior, com influências da música negra, do R&B. Enfim, um disco íntimo."
Artigo e entrevista de Luis Oliveira, Jornal de Notícias, 22/12/2001
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Sérgio Godinho de Volta ao Coliseu
Sérgio Godinho de Volta ao Coliseu - Sérgio Godinho (EMI, 200)
Sérgio Godinho de Volta ao Coliseu
28 de Fevereiro – 22H00
Há ciclos e ciclos na vida, muitos deles concêntricos, mas alargando os seus desenhos na mesma medida em que a vida se nos vai alargando – assim é qualquer pedrada no charco.
E outros que se vão multiplicando em pequenos outros circulos – aros que se espalham como o fumo da boca das canções.
Ambos são a verdade dos Coliseus, tão verdade como o Coliseu ser redondo e acolhedor.
Depois da grande aventura d’ “O Irmão do Meio”, eis-nos portanto de volta à casa reconhecida, aquela que partilhamos em muitas noites passadas. Quando o digo no plural, falo das canções que nele se vão renovando, falo do mesmo público e do outro que agora já existe, falo dos músicos e dos convidados que também são músicos, os que foram girando comigo nesta roda maluca que dura o tempo exacto das boas ondas de choque do show.
O grupo que toca há já alguns anos comigo, o grupo com quem toco (“que no es el mismo pero es igual”…) foi baptizado informalmente de “Os Assessores”, mas é claro que não sou Presidente de coisa nenhuma. Apenas presido à criatividade geral, enfim, escrevo-lhes os discursos que eles se fartam de alterar e apurar. Também nos rimos muito ao nos levarmos a sério. E levamo-nos a sério.
Foi assim que, no meio de muita estrada, vimos ao longe uma placa que dizia: Coliseu – Rua das Portas de Stº Antão. Antão? Entramos? Arrombamos as portas? Furamos o círculo, a ver como ele, magicamente, se recompõe, se amplia? Acertamos no centro do alvo?
A noite promete…
Sérgio Godinho
Sérgio Godinho de Volta ao Coliseu
28 de Fevereiro – 22H00
Há ciclos e ciclos na vida, muitos deles concêntricos, mas alargando os seus desenhos na mesma medida em que a vida se nos vai alargando – assim é qualquer pedrada no charco.
E outros que se vão multiplicando em pequenos outros circulos – aros que se espalham como o fumo da boca das canções.
Ambos são a verdade dos Coliseus, tão verdade como o Coliseu ser redondo e acolhedor.
Depois da grande aventura d’ “O Irmão do Meio”, eis-nos portanto de volta à casa reconhecida, aquela que partilhamos em muitas noites passadas. Quando o digo no plural, falo das canções que nele se vão renovando, falo do mesmo público e do outro que agora já existe, falo dos músicos e dos convidados que também são músicos, os que foram girando comigo nesta roda maluca que dura o tempo exacto das boas ondas de choque do show.
O grupo que toca há já alguns anos comigo, o grupo com quem toco (“que no es el mismo pero es igual”…) foi baptizado informalmente de “Os Assessores”, mas é claro que não sou Presidente de coisa nenhuma. Apenas presido à criatividade geral, enfim, escrevo-lhes os discursos que eles se fartam de alterar e apurar. Também nos rimos muito ao nos levarmos a sério. E levamo-nos a sério.
Foi assim que, no meio de muita estrada, vimos ao longe uma placa que dizia: Coliseu – Rua das Portas de Stº Antão. Antão? Entramos? Arrombamos as portas? Furamos o círculo, a ver como ele, magicamente, se recompõe, se amplia? Acertamos no centro do alvo?
A noite promete…
Sérgio Godinho
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Filho da Selva
Filho da Selva - D-Mars (Loop, 2003)
- "Filho da Selva" é o nome do álbum e também de um tema em conjunto com o Ridículo, queres desvendar um bocado esta expressão ou este titulo?
D-Mars - Selva é principalmente a cidade, é o que todos dizem, que a cidade é uma selva. Neste caso penso que o hip-hop é um filho dessa selva, e então eu também sou um filho dessa selva porque sou um filho do hip-hop aqui em Portugal, junto com os meus irmãos todos, o pessoal todo do movimento. Tem a ver também com os ritmos da cidade, acho que este álbum se identifica com o ritmo urbano, é um álbum mais marcado pela batida do que propriamente pela mensagem das rimas como fazíamos nos Micro.
Por Rui Meireles para H2T - www.h2tuga.net e revista HipHop Nation, Setembro/2003
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Popless
Popless (EMI, 2000)
- Face ao actual nivelar por baixo da música pop, pretendeu-se dar algum significado especial a este título?
Jorge Romão - Pop mais não há.
Rui Reininho - Super Pop. Não, é uma abstracção. Talvez uma maneira simpática de simplificar a coisa porque no final do disco não há nada a dizer e põe-se assim um rótulo: "Popless".
Entrevista de Eurico Nobre / DNmais - 25/03/2000
RR - Deram-me na rua um «flyer» para um «topless show» e nós temos aquelas coisas onde pregamos notas do tipo «telefonar à mãe que faz anos amanhã». Mas acaba por ter a ver com isso. A primeira música é improvisada - que é uma coisa que eu já não fazia desde o «Independança». O produtor deixou-nos um bocadinho à solta. Apesar de brasileiro, era muito europeu, misterioso, bom garfo... Já sabíamos que, com o Jacques Morelenbaum, que trabalhou com o Sakamoto e o Caetano, não podia sair mal. O Toli estava com um pouco de medo, a bateria podia dar para o lado Paul Simon... Mas o homem deixou fazer, pôs só umas pinceladas, não estragou nada, pelo contrário. Cá, nunca ia sair «Divine Comedy» porque não há aquelas orquestrações que eu gostaria. Fica para o meu disco a solo quando todos os outros morrerem no acidente... Aquela ligeira que eu gosto, Marc Almond, António Calvário...
Entrevista de João Lisboa / Expresso, 01/04/2000
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Nove e Meia no Maria Matos
Nove e Meia no Maria Matos - Sérgio Godinho (Universal, )
"Nove e Meia no Maria Matos", o novo disco ao vivo de Sérgio Godinho & Os Assessores com lançamento marcado para dia 28 deste mês, reúne 18 temas de diferentes períodos da sua carreira, recuperando desde os inesquecíveis "A Democracia", "Liberdade", "O Primeiro Dia" ou "Com um Brilhozinho nos Olhos" até aos mais recentes "Às Vezes o Amor", "O Velho Samurai" ou "O Rei do Zum Zum". A música de Sérgio Godinho mantém o mesmo espírito lúdico e interventivo, muito particular. Aos 62 anos, o "escritor de canções" continua a sentir o prazer de jogar com as palavras e de reinterpretar temas que falam sobre paixões e inquietações, muitas das quais geradas dentro de um ambiente politico-social muito diferente do actual. "Penso que um dos motivos porque muita gente nova gosta das minhas canções é porque reencontram pontos afectivos dentro das histórias, dos conceitos, das interrogações, que se reportam à sua própria vida. Fazem soar uma pequena campainha de inquietação, de prazer... de revolta também", afirma.
Em contraponto com o ambiente artificial do estúdio, Sérgio Godinho continua a ter uma predilecção por discos ao vivo. O palco, diz, é "um exercício de risco calculado" onde "as canções estão em permanente transformação". Após a sua saída da EMI, dentro do contexto de reestruturação e de redução do seu catálogo nacional, "Nove e Meia no Maria Matos" assinala o regresso do músico à sua antiga editora, actual Universal. "É Tão Bom", o primeiro single deste novo disco, foi criado originalmente para a série infantil "Os Amigos de Gaspar", transmitida pela RTP nos anos oitenta.
Jorge Simão / Expresso
Sérgio Godinho lança este mês o álbum ao vivo "Nove e meia no Maria Matos", um "exercício de memória" da vida nos palcos, que assinala ainda a transferência do músico da EMI para a Universal.
"Nove e meia no Maria Matos", gravado numa série de espectáculos que decorreu em 2007 naquela sala lisboeta, é o quinto álbum ao vivo de Sérgio Godinho, sendo, por isso, mais um objecto de partilha com o seu público.
"É uma forma de não esquecer os concertos, é o testemunhar de um determinado momento da vida nos palcos que não esteve acessível a toda a gente", disse Sérgio Godinho em entrevista à agência Lusa. São 18 canções, seis delas retiradas de "Ligação Directa", o mais recente de originais, unidas por arranjos de Nuno Rafael, músico que acompanha Sérgio Godinho há cerca de sete anos. Aos temas mais recentes, Sérgio Godinho adicionou canções que nunca tinham tido muita vida de palco, como "Homem-Fantasma" ou "Dias úteis", e outras quase impossíveis de deixar de fora, como "O primeiro dia" e "Com um brilhozinho nos olhos", que têm mais de vinte anos. Para primeiro single deste álbum surge o inesperado "É tão bom", tema da série televisiva infantil dos anos 1980 "Os amigos de Gaspar", que Sérgio Godinho resolveu recentemente incluir no alinhamento ao vivo por "exigência" do público que tem hoje entre 30 e 35 anos. "Aconteceu várias vezes ao vivo pedirem-me para cantar o `É tão bom´ e cada vez que a cantamos há assim uma espécie de `bruá´, sobretudo de uma certa geração e talvez dos pais", conta Sérgio Godinho. São canções que criam empatias com os vários públicos que o têm acompanhado ao longo da carreira musical, desde os que guardam vinis antigos aos que o vêem no Youtube. "Eu olho-me ao espelho e sei que o tempo passa, mas eu transporto em mim diferentes idades da minha vida", diz.
"Nove e meia no Maria Matos" é também um disco de transição da EMI para a Universal, a casa discográfica à qual Sérgio Godinho regressa. A saída da EMI, em 2007, "foi precipitada por uma retracção do catálogo, de retracções brutais do mercado e de o centro de decisões ter sido deslocado", esclarece o cantautor. Apesar de o mesmo estar a acontecer na Universal, com a saída de Tozé Brito e as decisões a serem tomados a nível ibérico, Sérgio Godinho recorda que esta editora é uma casa que conhece muito bem, onde já esteve antes e editou dez discos. Transferências à parte, o músico tenta desligar-se do lado mais burocrático do sistema editorial, sublinhando que as suas "concentrações são mais criativas, de integridade criativa e de liberdade". Por isso é que, além da edição do álbum, Sérgio Godinho se prepara para regressar ao teatro e ser outra personagem - que não o Sérgio Godinho-cantor - numa peça de teatro de José Maria Vieira Mendes que Jorge Silva Melo vai estrear em Abril. "Já não fazia teatro há muito tempo, talvez desde o início dos anos 90, mas desta vez o Jorge Silva Melo queria muito que eu entrasse", assinala o músico, referindo que a peça se chama "Onde vamos morar" e que é uma "história de relações familiares". Sérgio Godinho entende que estes desvios do universo da composição musical são naturais e recorda as peças "A mandrágora", encenada por Ricardo Pais, e "Quem pode, pode", dirigida por João Canijo, como duas das participações que considerou estimulantes. "Tenho uma certa necessidade de me descentrar de mim próprio, de não estar sempre a olhar para o umbigo, de alimentar a carreira, tenho de ter outros focos de interesse", pondera. O músico revela o segredo: "Não podemos estar sempre a olhar para nós, senão o ego fica com algumas sujidades". A música portuguesa agradece.
Fonte: RTP com Agência Lusa
"Nove e Meia no Maria Matos", o novo disco ao vivo de Sérgio Godinho & Os Assessores com lançamento marcado para dia 28 deste mês, reúne 18 temas de diferentes períodos da sua carreira, recuperando desde os inesquecíveis "A Democracia", "Liberdade", "O Primeiro Dia" ou "Com um Brilhozinho nos Olhos" até aos mais recentes "Às Vezes o Amor", "O Velho Samurai" ou "O Rei do Zum Zum". A música de Sérgio Godinho mantém o mesmo espírito lúdico e interventivo, muito particular. Aos 62 anos, o "escritor de canções" continua a sentir o prazer de jogar com as palavras e de reinterpretar temas que falam sobre paixões e inquietações, muitas das quais geradas dentro de um ambiente politico-social muito diferente do actual. "Penso que um dos motivos porque muita gente nova gosta das minhas canções é porque reencontram pontos afectivos dentro das histórias, dos conceitos, das interrogações, que se reportam à sua própria vida. Fazem soar uma pequena campainha de inquietação, de prazer... de revolta também", afirma.
Em contraponto com o ambiente artificial do estúdio, Sérgio Godinho continua a ter uma predilecção por discos ao vivo. O palco, diz, é "um exercício de risco calculado" onde "as canções estão em permanente transformação". Após a sua saída da EMI, dentro do contexto de reestruturação e de redução do seu catálogo nacional, "Nove e Meia no Maria Matos" assinala o regresso do músico à sua antiga editora, actual Universal. "É Tão Bom", o primeiro single deste novo disco, foi criado originalmente para a série infantil "Os Amigos de Gaspar", transmitida pela RTP nos anos oitenta.
Jorge Simão / Expresso
Sérgio Godinho lança este mês o álbum ao vivo "Nove e meia no Maria Matos", um "exercício de memória" da vida nos palcos, que assinala ainda a transferência do músico da EMI para a Universal.
"Nove e meia no Maria Matos", gravado numa série de espectáculos que decorreu em 2007 naquela sala lisboeta, é o quinto álbum ao vivo de Sérgio Godinho, sendo, por isso, mais um objecto de partilha com o seu público.
"É uma forma de não esquecer os concertos, é o testemunhar de um determinado momento da vida nos palcos que não esteve acessível a toda a gente", disse Sérgio Godinho em entrevista à agência Lusa. São 18 canções, seis delas retiradas de "Ligação Directa", o mais recente de originais, unidas por arranjos de Nuno Rafael, músico que acompanha Sérgio Godinho há cerca de sete anos. Aos temas mais recentes, Sérgio Godinho adicionou canções que nunca tinham tido muita vida de palco, como "Homem-Fantasma" ou "Dias úteis", e outras quase impossíveis de deixar de fora, como "O primeiro dia" e "Com um brilhozinho nos olhos", que têm mais de vinte anos. Para primeiro single deste álbum surge o inesperado "É tão bom", tema da série televisiva infantil dos anos 1980 "Os amigos de Gaspar", que Sérgio Godinho resolveu recentemente incluir no alinhamento ao vivo por "exigência" do público que tem hoje entre 30 e 35 anos. "Aconteceu várias vezes ao vivo pedirem-me para cantar o `É tão bom´ e cada vez que a cantamos há assim uma espécie de `bruá´, sobretudo de uma certa geração e talvez dos pais", conta Sérgio Godinho. São canções que criam empatias com os vários públicos que o têm acompanhado ao longo da carreira musical, desde os que guardam vinis antigos aos que o vêem no Youtube. "Eu olho-me ao espelho e sei que o tempo passa, mas eu transporto em mim diferentes idades da minha vida", diz.
"Nove e meia no Maria Matos" é também um disco de transição da EMI para a Universal, a casa discográfica à qual Sérgio Godinho regressa. A saída da EMI, em 2007, "foi precipitada por uma retracção do catálogo, de retracções brutais do mercado e de o centro de decisões ter sido deslocado", esclarece o cantautor. Apesar de o mesmo estar a acontecer na Universal, com a saída de Tozé Brito e as decisões a serem tomados a nível ibérico, Sérgio Godinho recorda que esta editora é uma casa que conhece muito bem, onde já esteve antes e editou dez discos. Transferências à parte, o músico tenta desligar-se do lado mais burocrático do sistema editorial, sublinhando que as suas "concentrações são mais criativas, de integridade criativa e de liberdade". Por isso é que, além da edição do álbum, Sérgio Godinho se prepara para regressar ao teatro e ser outra personagem - que não o Sérgio Godinho-cantor - numa peça de teatro de José Maria Vieira Mendes que Jorge Silva Melo vai estrear em Abril. "Já não fazia teatro há muito tempo, talvez desde o início dos anos 90, mas desta vez o Jorge Silva Melo queria muito que eu entrasse", assinala o músico, referindo que a peça se chama "Onde vamos morar" e que é uma "história de relações familiares". Sérgio Godinho entende que estes desvios do universo da composição musical são naturais e recorda as peças "A mandrágora", encenada por Ricardo Pais, e "Quem pode, pode", dirigida por João Canijo, como duas das participações que considerou estimulantes. "Tenho uma certa necessidade de me descentrar de mim próprio, de não estar sempre a olhar para o umbigo, de alimentar a carreira, tenho de ter outros focos de interesse", pondera. O músico revela o segredo: "Não podemos estar sempre a olhar para nós, senão o ego fica com algumas sujidades". A música portuguesa agradece.
Fonte: RTP com Agência Lusa
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